Em 1993, a SEEL recém iniciava suas operações com três jovens engenheiros, uma pequena equipe técnica e um sonho de fazer geotecnia e entregar as melhores soluções de engenharia para seus clientes.  

Com foco em estabilidade de encostas e fundações, seu primeiro grande serviço de geotecnia foi a instalação de telas metálicas para estabilização de encostas rochosas ao longo da BR-040/RJ, no trecho que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora, para a recém constituída concessionária rodoviária CONCER. Em 2017, mais de duas décadas depois, a SEEL se depara com uma obra de semelhante, porém de maior porte: a estabilização de encosta rochosa com aplicação de telas metálicas também para uma concessionária, a Autopista Planalto Sul do grupo Arteris, na BR-116/SC, na serra do Espigão em Santa Catarina.

O que mudou na geotecnia: a evolução nas obras de contenções

Mas nestes 25 anos, o que mudou na geotecnia?

O Engenheiro Paulo Henrique Vieira Dias, Fundador e diretor da SEEL destaca a evolução abordando os seguintes aspectos:

  1. Segurança e respeito ao meio ambiente;
  2. Exigência de qualidade dos clientes;
  3. Surgimento de novos materiais;
  4. Normatização
  5. Ferramentas de apoio ao projeto e à fiscalização.

Segurança e respeito ao meio ambiente

QSMS (Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde) foi a maior evolução dos últimos tempos. As leis se aperfeiçoaram, os clientes aumentaram a exigência e a fiscalização e, como consequência direta, as empresas de engenharia evoluíram. Atualmente, grande parte das empresas estão conscientes da importância de cuidar de seus colaboradores, respeitar o meio ambiente e entregar um serviço de qualidade.

Exigência de qualidade dos clientes

Clientes mais exigentes e mais conhecedores do processo. Esta tendência é sentida em vários setores e na engenharia não é diferente. Os clientes estão investindo cada vez mais na fiscalização dos projetos, quer por uma verificação independente ou por meio da contratação de um ATO (Apoio Técnico de Obra). Estes procedimentos garantem melhor qualidade da entrega e um maior retorno financeiro.

Surgimento de novos materiais

O surgimento de novos materiais e a diversificação de fornecedores vem permitindo o desenvolvimento de novas técnicas na geotecnia. Com alguns exemplos concretos podemos destacar a crescente utilização de equipamentos hidráulicos tanto para perfuração como para execução de estacas, sem os inconvenientes impactos dos bate-estacas mecânicos. Expandiu-se o mercado de estacas hélice, estacas secantes e bate-estacas hidráulicos e vibratórios.

Novas tecnologias vêm permitindo ampliar a aplicação da técnica de solo reforçado, aterros leves com EPS (sigla internacional do Poliestileno expandido ou simplesmente isopor), barreiras de impacto e tirantes com maior capacidade de carga.

De forma similar se ampliou as opções de dispositivos compostos de materiais sintéticos para drenagem, tanto profundas no terreno como no contato estrutura-solo. As mantas, grelhas e geogrelhas sintéticas permitiram novas alternativas de reforço de terreno, particularmente em aterros e pavimentos, que facilitam e aperfeiçoam os projetos.

Normatização

Outro aspecto importante dos novos tempos é a força de lei das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A introdução de um maior rigor na execução de provas de carga, exigidas pela NBR-6122:2010 e o benefício de permitir a adoção de um menor FS (Fator de segurança) no projeto quando há provas de carga. Este procedimento refletiu em uma maior quantidade de provas de cargas em fundações e consequentemente melhor controle e segurança das obras.

Ferramentas de apoio ao projeto e à fiscalização

Nesta dimensão, as evoluções foram inúmeras. Podemos citar as ferramentas de apoio aos projetos, como os potentes softwares com capacidade de simular ambientes tridimensionais e analisar comportamentos complexos avaliando evolução das tensões e deformações em maciços durante as fases de construção. Além destes softwares, também é possível contar com imagens de satélite e detalhes terrestres do sistema Google Maps, que fornecem uma visão ampla dos ambientes envolvidos no projeto, incluindo os contornos mais distantes nem sempre observados na topografia convencional. E, não podemos deixar de citar, os levantamentos topográficos de precisão efetuados com auxílio de drones, extremamente úteis no caso de encostas íngremes, como o que está sendo usado para acompanhamento da nossa obra na serra do Espigão citada acima.

O QUE MUDOU NA GEOTECNIA: A EVOLUÇÃO NAS OBRAS DE CONTENÇÕES

A engenharia evoluiu e continua evoluindo e com isso todos ganham: sociedade, cliente e colaborador. As soluções de geotecnia e serviços especiais engenharia da SEEL respeitam o meio ambiente e a comunidade; as obras são entregues com qualidade, segurança e previsibilidade de custo e prazo.

Sobre o Engenheiro Paulo Henrique Vieira Dias

Formado pela UFRJ em 1971, trabalhou na Tecnosolo e Monasa, atuando em projetos e obras, com destaque em estabilidade de encostas e fundações.

Fundador e diretor da SEEL-Serviços Especiais de Engenharia Ltda.

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